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Conteúdo: Iniciativa privada precisa assumir o protagonismo

Iniciativa privada precisa assumir o protagonismo

Foto: Michelle Muls

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Diante dos dados preocupantes, que mostram um planeta cada vez mais quente e com recursos naturais se findando, as indústrias e empresas precisam assumir seu papel de protagonistas na luta pela preservação do meio ambiente. Essa foi uma das conclusões da décima sétima edição do Diálogos DC, em 2018, que discutiu “Clima e Eficiência Energética”. Durante todo o debate, os painelistas e o público reforçaram a importância de os gestores chamarem para a si a responsabilidade de construir um mundo mais sustentável e preocupado com as questões ambientais.

Uma das participações nesse sentido foi de Tiago Fantini Magalhães, coordenador do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Ele compartilhou algumas reflexões de estudos para o seu doutorado, cujo tema foi “O capital natural como estratégia de perenidade”.

Tiago citou algumas iniciativas que partem das empresas, como a Lewis, que lançou uma campanha em uma Black Friday para que o consumidor não comprasse se não precisasse. Outro exemplo é a Coca-Cola, que faz uma campanha de devolver dois litros de água potável para cada litro de água gasto em seu processo produtivo.

“Mas, o que vejo é que as estratégias das empresas hoje ainda são muito tímidas. A gente precisa entender que o recurso natural é finito: não dá pra gastar a água ou o ar que tiver que gastar. A questão do clima e da natureza não pode ser uma externalidade, mas tem que entrar no orçamento da empresa. Enquanto não internalizarmos custo natural vamos ficar agindo de forma reativa. A força está nas empresas, não dá pra esperar pela sociedade e nem pelo governo”, frisou.

O responsável pelo planejamento do programa de eficiência energética da Cemig, Thiago Douglas Ribeiro Batista, concordou com Magalhães e reforço que cabe, sim, às empresas assumirem seu lugar de liderança justamente devido à influência que elas têm nesse cenário. Ele lembra que, embora o produto da Cemig seja a energia elétrica, ela não está interessada em um consumo desenfreado e investe em políticas e soluções de eficiência energética.

“Sempre me perguntam como é possível falar em energia renovável dentro da Cemig, como se a gente tivesse fazendo propaganda contra o nosso produto. A questão é que não queremos que o consumidor use menos energia, mas que ele seja mais inteligente em seus usos e, assim, seja mais eficiente, mais produtivo e consequentemente mais perene e sustentável”, destacou. Segundo ele, a Cemig tem um mix de ações para levar eficiência energética a diferentes públicos. Desde 1998, a empresa investiu cerca de R$ 600 milhões nessa estratégia e economizou 110 mil megawatts por ano.

Além do trabalho de educação em meio ambiente realizado diretamente com a população, a Cemig também atua em serviços públicos, levando soluções de eficiência energética. A companhia atua, por exemplo, em hospitais, escolas e em empresas de saneamento. “Alguém pode estranhar o assunto de eficiência energética numa empresa de saneamento, mas a questão é que quase metade da água que circula nessas empresas é perdida por vazamentos. A Cemig tem um projeto de construção de um centro de operação, cujo objetivo é reduzir o tempo de manutenção de uma tubulação vazando, o que diminui bombeamento de água, que gasta energia”, explicou.

Thaíne Belissa – Diário do Comércio | 2018

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