Diálogos DC

Conteúdo: Investir na educação da sociedade é essencial

Investir na educação da sociedade é essencial

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Ricardo Santos, representante do  Instituto da Felicidade lembrou, durante décima sétima edição do Diálogos DC,  a importância da formação das pessoas nesse tema e fez uma provocação aos palestrantes, perguntando como as empresas por eles representadas – Arcelor e Cemig – atuavam em um processo de educação da sociedade em relação ao cuidado com o meio ambiente. 

Foto: Michelle Muls / Diário Do Comércio

O responsável pelo planejamento do programa de eficiência energética da Cemig, Thiago Douglas Ribeiro Batista, concordou com Santos, ressaltando que o ideal de um consumidor que usa o que precisa, não desperdiça e pensa no meio ambiente só será uma realidade quando a formação dos consumidores – desde crianças – mudar. “O caminho mais claro é construir uma população diferente. Meu filho de dois anos separa o lixo para a reciclagem em casa porque ele aprendeu assim. Essa formação faz diferença porque vira cultura para o indivíduo”, disse.

Foto: Michelle Muls / Diário do Comércio

Segundo ele, a Cemig tem diversos projetos que incentivam a economia de energia elétrica e, muitos deles, incluem a população de forma ativa justamente para atuar nessa frente da formação. Entre as ações da empresa estão as visitas em comunidades de baixa renda, que consiste em um trabalho de educação da população de porta em porta. 

“Já chegamos em casas em que a geladeira era feita de ar-condicionado: ficava com a porta aberta e algumas tinham até uma cortina. Então fazemos um trabalho de educação sobre o tema. Também verificamos os usos da energia, oferecemos substituição de equipamentos e lidamos com o problema do “gato”, oferecendo a possibilidade de a família ter um padrão de luz e, automaticamente, um comprovante de endereço, o que é valor para muitos deles”, afirma. 

Foto: Michelle Muls / Diário Do Comércio

Outra ação desenvolvida pela companhia é o programa “Cemig troca seu motor”. Por meio dele, a Cemig oferece bônus de até 40% na compra de um motor elétrico novo para empresas ou pessoas físicas que utilizam motores elétricos entre 1 e 250 cavalos.

“Praticamente um quarto da energia elétrica produzida no País vai para algum tipo de motor, então é muito representativo. As pessoas precisam ter essa noção de que é melhor pagar 10% a mais em um motor e gastar menos com energia elétrica”, explicou. O executivo ainda destacou que a Cemig realiza chamadas públicas para que a sociedade proponha projetos de eficiência energética e energia limpa. 

Educação – O gerente-geral de Meio Ambiente da ArcelorMittal, Guilherme Abreu, também frisou que a educação é a principal ferramenta para mudar a cultura da sociedade em relação à preservação do meio ambiente. “As crianças que aprenderem sobre eficiência energética hoje serão os líderes do futuro e esse assunto será natural para eles”, disse. 

O executivo explicou que, nesse sentido, a Arcelor desenvolve um trabalho de reciclagem dos materiais que sobram do processo de produção. “Para cada tonelada de aço que é produzida são gerados, em média, 600 kg de resíduo. A Arcelor do Brasil recicla mais de 90% disso, seja através de venda ou de processo interno. Os outros 10% são doados para posterior uso”, disse.

Já o coordenador regional do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Enio de Melo Coradi, manifestou sua preocupação em relação à mudança de cultura da sociedade. Ele chamou sua visão de “mais pessimista” e destacou que a transformação de comportamento pode ser reativa. “Esse tema não está na cúpula das empresas, nem como prioridade de Estado, assim como a sociedade não está preocupada com isso. Acredito que o ser humano terá que agir reativamente a uma situação de catástrofe global”, disse. 

Foto: Michelle Muls / Diário do Comércio

O executivo da Cemig concordou que a transformação pode ser forçada pelas consequências, mas destacou que esse cenário já é uma realidade. “Quando você tem reajustes de preços de energia como vem acontecendo, na ordem de 25%, economizar não é mais uma escolha. Saímos do sentimento de que é legal e bonito e somos forçados a buscar solução em função de custo, da sustentabilidade financeira”, ponderou.

Abreu seguiu a mesma lógica em sua resposta, lembrando que o ser humano normalmente muda “pelo amor ou pela dor”. Ele discordou da generalização de que esse é um tema que não está na pauta das empresas e justificou isso, lembrando que, por uma questão de estratégia de business, os gestores estão, sim, atentos a essa questão. “A dor das empresas é o aspecto financeiro, então talvez no curto prazo não teremos dores suficientes para mudança de comportamento, mas eu sou otimista e acredito que no longo prazo as coisas serão diferentes”, disse.

Por Thaíne Belissa – Diário do Comércio

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