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Conteúdo: Minas Gerais é destaque em energia renovável

Minas Gerais é destaque em energia renovável

Foto: Michelle Muls

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Foi-se o tempo em que meio ambiente era assunto restrito a ativistas do setor ou a organizações não governamentais preocupadas com o planeta. Temas como água, energia, ar e clima estão, cada vez mais, nas planilhas de gestão das empresas e podem gerar prejuízo ou lucro, dependendo da forma como são trabalhados. O assunto foi discutido na décima sétima edição do Diálogos DC, realizado em 2018. A ação fez parte do Movimento Minas 2032, iniciativa do DIÁRIO DO COMÉRCIO para mobilizar o Estado em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015.

O tema se refere ao ODS 13: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”; e ao ODS 7: “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”. O gerente-geral de Meio Ambiente da ArcelorMittal, Guilherme Abreu, abriu o evento lembrando como o tema é desafiador em uma sociedade que é extremamente dependente dos combustíveis fósseis e que emite gases poluentes em tudo o que produz.

Segundo dados da ONU, as emissões de gases de efeito estufa oriundas da ação humana continuam aumentando e já alcançaram seu maior nível da história. Emissões globais de dióxido de carbono aumentaram quase 50% desde 1990. Cada uma das últimas três décadas tem sido mais quente na superfície da Terra do que a anterior, desde 1850. De 1880 a 2012, a temperatura média global aumentou 0,85 ºC e, sem nenhuma ação, a média de temperatura mundial deve aumentar 3 ºC até o final do século 21.

“Em 2015 o Brasil emitiu 1,3 milhão de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera. Nesse mesmo ano, durante o acordo de Paris, o Brasil se comprometeu, a reduzir em 37% as emissões desses gases até 2025. Hoje essa é uma meta fácil de ser atingida, mas é preciso lembrar que até 2025 o Brasil terá crescido e as emissões terão aumentado, então essa é uma meta ousada”, disse.

O executivo também falou sobre o cenário em Minas Gerais, destacando que o Estado é um dos mais avançados em ações em prol do meio ambiente. “O Estado tem um plano de mudança climática com ações bem definidas, mas é importante destacar que esse é um tema que exige ações coletivas e não individuais. O que o Estado faz e o que todos nós devemos fazer é liderar pelo exemplo: ações locais não resolvem, mas podem ter um efeito inspirador”, ressaltou.

O responsável pelo planejamento do programa de eficiência energética da Cemig, Thiago Douglas Ribeiro Batista, também falou sobre o protagonismo de Minas Gerais nesse segmento. “Minas Gerais é destaque em energia renovável, sendo o terceiro estado no País em potência instalada. E se considerarmos os equipamentos que, de fato, estão em operação, o Estado sobe para a segunda posição no ranking nacional”, afirma.

Para ele, alguns fatores têm facilitado a geração de energia renovável no País, entre eles a demanda global por esse tipo de energia, seja pelo apelo da sustentabilidade ou por causa do custo da energia elétrica. Outro fator é a redução do custo de aquisição e instalação de soluções de geração distribuída. Para exemplificar, Batista cita empresas que oferecem o serviço pela internet: basta que o consumidor entre no site, simule os custos e contrate a empresa, que vai instalar uma usina em seu telhado.

“Também conquistamos uma regulação mais favorável para o setor elétrico. A resolução 482/2012 da ANEEL permitiu a geração de energia nos imóveis e a compensação, por meio de créditos que são compensados na conta de luz. Até pouco tempo atrás se você quisesse produzir energia fotovoltaica em casa era absurdamente caro, mas hoje vivemos um momento de popularização da tecnologia com desenvolvimento de diversos prestadores de serviços de montagem e instalação”, destacou.

Eficiência – O executivo também chamou atenção para um termo específico dentro do tema de energia renovável: a eficiência energética. Ele lembrou que, antes de construir uma usina para a geração de energia limpa, é importante que o gestor da empresa ou dono do imóvel vasculhe seus processos e seu dia a dia, a fim de se encontrar novas formas de se economizar energia. “Quando uma pessoa vai se mudar de casa, não é importante que ela se questione sobre as coisas que quer levar? De repente ela vai ver que não precisa de alguns papéis ou certos itens. A decisão de mudança da matriz energética segue a mesma lógica. O gestor precisa se perguntar: será que eu preciso construir uma usina para alimentar tudo o que tenho? Será que eu não conseguiria ser mais eficiente antes de mudar a minha matriz? Será que faz sentido construir uma usina para alimentar usos pouco eficientes?”, provocou.

Thaíne Belissa – Diário do Comércio| 2018

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